Enquanto a maioria dos distúrbios endócrinos são suaves e lentos para o progresso, certos distúrbios endócrinos pode levar a complicações ao longo do tempo como sinalização hormonal desequilibrada afeta os processos normais do corpo. Em casos de doença de Addison e hipotireoidismo em particular, os ataques agudos ou crises pode ter complicações sérias. Diabetes também pode ter potencialmente fatais complicações. Complicações de doenças endócrinas não tratados ou mal controlados podem ser graves, até fatais, em alguns casos. Você pode ajudar a minimizar o risco de complicações graves, seguindo o plano de tratamento que você e seu projeto profissional de saúde especificamente para você. Complicações de certas doenças endócrinas incluem:
segunda-feira, 28 de abril de 2014
Você sabe quais são as complicações potenciais de distúrbios endócrinos?
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Diabetes Gestacional:
O diabetes pode ocorrer de duas formas durante a gravidez: 1. A mulher já era portadora da doença e engravida (o mais comum, em portadoras de diabetes tipo 2, 90% dos casos); 2. O diabetes se desenvolve com a ocorrência da gravidez, após a 20ª semana de gestação, podendo ou não desaparecer com o término da gestação- diabetes gestacional (DMG). (Foto 2)
Estudo francês recentemente publicado na revista Diabetes Care, (Diab Care 2012; nov.)¹, mostrou um aumento de cerca de 10% da incidência de fatores de risco para DMG, nos últimos 10 anos; e uma taxa de DMG em torno de 15% das gestantes. O fator de risco mais significativo foi o sobrepeso, que aumentou de 30,8% para 37,6% em 8 anos (2002 a 2010). A presença de um único fator de risco foi encontrada em 65% das mulheres com DMG ao final do estudo.
Estudo francês recentemente publicado na revista Diabetes Care, (Diab Care 2012; nov.)¹, mostrou um aumento de cerca de 10% da incidência de fatores de risco para DMG, nos últimos 10 anos; e uma taxa de DMG em torno de 15% das gestantes. O fator de risco mais significativo foi o sobrepeso, que aumentou de 30,8% para 37,6% em 8 anos (2002 a 2010). A presença de um único fator de risco foi encontrada em 65% das mulheres com DMG ao final do estudo.
Outro dado importante é o fato de que o DMG prévio aumenta a chance em cerca de 7x de a mulher persistir com diabetes após 10 anos; ou seja, cerca de 40-50% das mulheres podem estar com diabetes após 7 a 10 anos da gravidez. Lembramos que o DMG é um estado clássico de resistência aumentada à ação da insulina, durante a 2ª metade da gravidez, em que diversos hormônios placentários são produzidos em maior escala, interferindo no mecanismo de regulação glicose-insulina, que pode culminar com o diabetes na gestação; especialmente nas mulheres com o perfil abaixo descrito (“fatores de risco”). Lancet, 2009; 373; 1773-9.
Diagnóstico = Exames de sangue realizados no inicio da gestação e no período entre 24 a 28 semanas, para definição do diagnóstico; a serem definidos pelo endocrinologista.
Os fatores de risco mais importantes são:
• Idade acima de 35 anos¹;
• IMC > 25 kg/m² (sobrepeso); ou ganho excessivo de peso na gravidez atual;
• Histórico familiar de diabetes em parentes próximos (1º grau)
• Crescimento fetal excessivo, hipertensão ou pré-eclâmpsia na gravidez atual;
• Antecedentes obstétricos prévios: de morte fetal ou neonatal, de macrossomia (peso excessivo do bebê)
• História prévia de diabetes gestacional (DMG).
Tratamento = Deve ser definido pelo seu Endocrinologista, juntamente com o Obstetra, conforme os resultados dos exames e fatores de riscos, levando-se em conta os dados de ultrassom; para se definir o melhor tratamento (cuidados nutricionais e necessidade de insulina).
O controle adequado e seguimento de pré-natal endócrino serão fundamentais para o sucesso da gestação, tanto para mãe quanto para o feto: indica-se controle semanal até atingir as metas glicêmicas adequadas e após, seguir controle quinzenal até 32ª semana, e controle semanal da 32ª semana até a concepção/parto.
Controle Glicêmico – Exames – RotinasA definição de exames, metas glicêmicas a cumprir, controle nutricional, exames mensais e trimestrais, serão definidos pelo endocrinologista em sua primeira consulta, conforme o tipo de diabetes (DM2 prévio ou DMG). O uso de medicações orais e/ou insulina (e quais os tipos de insulina) e dosagens corretas serão definidos pelo seu médico durante suas avaliações em consultas. Procure seu endocrinologista!
pesquisa: http://www.fredericomaia.com.br/#!gravidez-endocrinologia/c5qb
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Prós e contras da bomba de insulina:
O mundialmente reconhecido Centro de Diabetes Joslin publicou em seu site resposta a uma das questões mais frequentes de quem tem diabetes e ambição de manter um bom controle. Quais os prós e os contras da bomba de insulina? Será que a bomba de insulina é para mim? Vejamos abaixo.
A bomba de insulina é um pequeno dispositivo computadorizado que fornece insulina continuamente ao longo do dia. Ela tenta imitar a liberação de insulina do pâncreas normal. Contudo, ela precisa ser programada de acordo com a necessidade de cada pessoa. Ela fornece insulina de duas maneiras: uma liberação contínua, que mantém a glicose no sangue estável entre as refeições e durante o sono (basal de insulina); e uma quantidade maior que é liberada pelo usuário quando a glicemia está muito elevada, e antes das refeições, para “cobrir” o alimento que você pretende comer (bolus de insulina).
A bomba de insulina é um pequeno dispositivo computadorizado que fornece insulina continuamente ao longo do dia. Ela tenta imitar a liberação de insulina do pâncreas normal. Contudo, ela precisa ser programada de acordo com a necessidade de cada pessoa. Ela fornece insulina de duas maneiras: uma liberação contínua, que mantém a glicose no sangue estável entre as refeições e durante o sono (basal de insulina); e uma quantidade maior que é liberada pelo usuário quando a glicemia está muito elevada, e antes das refeições, para “cobrir” o alimento que você pretende comer (bolus de insulina).
Como fazer uso eficaz e seguro da bomba?
■ Compromisso com a verificação de glicose no sangue pelo menos 4 vezes por dia, todos os dias.
■ Utilizar a contagem de carboidratos.
■ Ajustar as doses de insulina com base nos níveis de glicose no sangue, na quantidade ingerida de carboidratos e na atividade física.
■ Utilizar a contagem de carboidratos.
■ Ajustar as doses de insulina com base nos níveis de glicose no sangue, na quantidade ingerida de carboidratos e na atividade física.
As principais vantagens da terapia com bomba são:
■ Maior flexibilidade no estilo de vida.
■ Melhor planejamento na administração de insulina.
■ Capacidade para administrar com precisão doses muito pequenas de insulina.
■ Melhor controle de glicose no sangue, reduzindo o risco de hipoglicemia.
■ Redução de episódios de hipoglicemia grave.
■ Redução de grandes flutuações da glicose no sangue.
■ Ajudar a gerir o “fenômeno do amanhecer.”
■ Melhor planejamento na administração de insulina.
■ Capacidade para administrar com precisão doses muito pequenas de insulina.
■ Melhor controle de glicose no sangue, reduzindo o risco de hipoglicemia.
■ Redução de episódios de hipoglicemia grave.
■ Redução de grandes flutuações da glicose no sangue.
■ Ajudar a gerir o “fenômeno do amanhecer.”
As principais desvantagens da terapia com bomba são:
■ O risco de infecções de pele no local do cateter.
■ O risco de cetoacidose diabética em caso de mau funcionamento da bomba ou problemas no cateter.
■ Custo: As bombas são caras, além do custo contínuo de suprimentos.
■ Verificação de glicose no sangue pelo menos 4 vezes por dia.
■ O risco de cetoacidose diabética em caso de mau funcionamento da bomba ou problemas no cateter.
■ Custo: As bombas são caras, além do custo contínuo de suprimentos.
■ Verificação de glicose no sangue pelo menos 4 vezes por dia.
Entenda como é feita a cirurgia Bariatrica:
Existem vários tipos de cirurgia para obesidade. Cerca de 70% dos casos de diabetes podem ser curados com cirurgia bariátrica.
Pesquisada e feita pelo site bem estar!
quarta-feira, 16 de abril de 2014
terça-feira, 15 de abril de 2014
Colesterol e Triglicerídeos
A alimentação inadequada, o excesso de peso, a falta de exercício e algumas doenças genéticas e metabólicas podem levar ao aumento do colesterol e triglicerídeos em adultos e crianças. O tratamento e a orientação adequados previnem futuras complicações cardiovasculares (como o infarto agudo do miocárdio, o derrame cerebral e a amputação de pernas).
O que é colesterol?
Colesterol é um composto químico gorduroso que integra a membrana das células do organismo. A maior parte é sintetizada no fígado e é transportada no sangue por proteínas especiais, as “lipoproteínas”, encarregadas da distribuição deste colesterol por todas as células do corpo. As mais imporantes são o LDL e o HDL. Uma dessas, o LDL-colesterol está associado com o risco de desenvolver a doença coronariana e por isso ficou popularmente conhecida como “colesterol mau”. Como esta substância integra as células do corpo, é natural que os alimentos de origem animal sejam ricos em colesterol. Os vegetais, por sua vez, são pobres em colesterol.
O colesterol é um componente fundamental para a integridade das células e para a produção de hormônios. Seu excesso na circulação, entretanto, pode ser danoso ao organismo. Pode ser adquirida pela alimentação ou por produção endógena no fígado.
Quando se deve dosar o colesterol e quem deve ser tratado?
A ingestão de gordura, doces e álcool pode elevar os triglicerídeos, razão pela qual se deve medir sua concentração no sangue após 12 horas de jejum. Triglicerídeos muito altos, acima de 400-500, podem causar inflamação do pâncreas (pancreatite) e devem, pois, ser tratados agressivamente com dieta e drogas.
Já para os indivíduos sabidamente portadores de doença coronariana, recomenda-se uma abordagem mais agressiva: remédios para quem tiver LDL acima de 130, visando deixá-lo abaixo de 100.
O que são triglicerídeos e como afetam as artérias?
Os triglicerídeos são a principal gordura originária da alimentação, mas podem ser sintetizados pelo organismo. Altos níveis de triglicerídeos (acima de 200) associam-se à maior ocorrência de doença coronariana, muito embora altos níveis de triglicerídeos costumem acompanhar-se de baixos níveis de HDL; é, portanto, difícil apontar o verdadeiro “vilão”: se o triglicerídeo alto ou se o HDL baixo”;
A ingestão de gordura, doces e álcool pode elevar os triglicerídeos, razão pela qual se deve medir sua concentração no sangue após 12 horas de jejum. Triglicerídeos muito altos, acima de 400-500, podem causar inflamação do pâncreas (pancreatite) e devem, pois, ser tratados agressivamente com dieta e drogas.
Qual o tratamento para níveis elevados de colesterol e triglicerídeos?
As recomendações para o tratamento do colesterol alto devem levar em consideração os níveis de colesterol total, LDL, HDL e a associação com outros fatores de risco para doença coronariana. Dieta, exercícios físicos e perda de peso constituem o tripé insubstituível mesmo para quem utiliza os medicamentos para baixar o colesterol. A redução da ingestão de colesterol e gorduras saturadas e o aumento no consumo de fibras pode reduzir em 10 a 15% os níveis sanguíneos de colesterol e em 15 a 20% os de triglicerídeos. Mas caso níveis elevados persistam com a dieta, indicam-se os medicamentos. É fundamental compreender que a eficácia do uso dos redutores de colesterol em prevenir morte cardíaca e infarto depende de seu uso contínuo. O processo de deposição de gorduras na parede das artérias inicia-se precocemente, ainda na adolescência e, portanto não há benefício no tratamento de curto prazo. Dietas ricas em colesterol e gorduras saturadas podem aumentar os níveis circulantes de colesterol. Dietas ricas em gorduras insaturadas podem baixar os níveis de colesterol.
A colestiramina é um preparado que deve ser misturado com líquido. Uma vez no intestino, esta substância fixa os sais biliares e impede a absorção de gordura e colesterol. Entretanto, sua eficácia é proporcional à dose ingerida e, infelizmente, a tolerabilidade do organismo para doses acima de 2 a 3 saquinhos diários é bastante reduzida, podendo levar a nauseas, indigestão e constipação intestinal.
Os fibratos, como o gemfibrozil têm mais ação sobre os triglicerídeos, ao mesmo tempo em que aumentam os níveis de HDL, o “colesterol bom”. As “vastatinas” compõem o grupo de medicamentos mais eficaz e bem tolerado redutor de colesterol e atuam bloqueando a síntese desta substância pelo fígado. Elas podem reduzir o LDL colesterol em 25 até 50%, ao passo que aumentam o HDL em 5 a 10%.
Pacientes com hipercolesterolemia familiar podem necessitar de combinações de medicamentos e, nos casos mais graves, podem necessitar de recurso a aparelhos de “diálise” que removem o colesterol da circulação à semelhança de uma hemodiálise para pacientes.
pesquisa: http://socerj.org.br/colesterol-e-triglicerideos/
segunda-feira, 7 de abril de 2014
glândula Hipófise (pituitária)
glândula Hipófise (pituitária)
A hipófise é uma glândula localizada na base do cérebro que tem as seguintes funções:
- Regular o trabalho das glândulas supra-renal, tireóide, testículos e ovários através da produção dos hormônios ACTH, TSH, FSH e LH respectivamente.
- Produzir a prolactina, hormônio importante para a lactação
- Produzir o hormônio do crescimento
- Produzir o hormônio antidiurético, importante no controle da quantidade de água do organismo.
- Produzir um hormônio chamado oxitocina, importante para o trabalho de parto.
Várias doenças podem acometer esta glândula levando a diminuição ou produção excessiva dos seus hormônios. A maioria das alterações são causadas por nódulos na hipófise que podem variar desde nódulos acidentais que não produzem hormônios (adenomas clinicamente não funcionantes), até nódulos produtores que possam levar a quadros clínicos específicos.
Dentre as principais doenças da hipófise temos:
- Adenomas hipofisários clinicamente não funcionantes
- Acromegalia
- Doença de Cushing
- Prolactinoma
- Diabetes insipidus
- pesquisado:http://www.drfelipegaia.com.br/temas-endocrinologia/doencas-hipofise.php
domingo, 6 de abril de 2014
distúrbios do crescimento:
Escondidas dentro do corpo, as glândulas endócrinas produzem hormônios que são liberados na circulação, chegam aos tecidos-alvos e transmitem sinais específicos para suas células.
Os hormônios produzidos pelas glândulas endócrinas como hipófise, tiroide, paratireoides, pâncreas, adrenais, ovários e testículos controlam o crescimento, o metabolismo, a puberdade e a reprodução.
Na unidade de Endocrinologia da Clínica de Especialidades Pediátricas do Einstein, o paciente encontra uma equipe experiente, apta a oferecer educação, tratamento e suporte para crianças e adolescentes com as seguintes alterações do sistema endócrino:
- Diabetes tipo 1, tipo 2 e outros tipos de diabetes.
- Hipoglicemia.
- Obesidade.
- Alterações da glândula hipófise: diabetes insipidus, hipopituitarismo, displasia septo-optica, tumores intracranianos que afetam a função da hipófise.
- Distúrbios do crescimento (baixa estatura, deficiência de hormônio de crescimento, alta estatura).
- Desordens da puberdade (puberdade precoce e tardia).
- Alterações da glândula tiroide (hipotiroidismo, tiroidite de Hashimoto, hipertiroidismo, doença de Graves, nódulo de tiroide).
- Alterações das glândulas adrenais (hiperplasia adrenal congênita, insuficiência adrenal, doença de Cushing).
- Síndrome dos ovários policísticos e outras alterações menstruais.
- Doenças genéticas que afetam a puberdade, a fertilidade (como Síndrome de Turner, Klinefelter, Kallmann).
- Alterações da diferenciação sexual.
- Doenças ósseas causadas por distúrbios do metabolismo do cálcio e vitamina D (raquitismo, osteoporose, osteopenia).
pesquisado: http://www.einstein.br
sábado, 5 de abril de 2014
Hirsutismo: saiba o que é e como tratar este mal...
Um problema que pode afetar emocionalmente a mulher abalando sua autoestima.
O hirsutismo nas mulheres é caracterizado pelo crescimento excessivo de pelos terminais que seriam normais em partes do corpo tipicamente masculinas. Difere, portanto, da hipertricose, que é o excesso de pelos localizados em regiões onde a mulher normalmente já os têm.
Os pelos apresentam seu crescimento na dependência de hormônios produzidos pelo organismo, estes agem no folículo piloso fazendo com que pelos cresçam. Apenas a testosterona (hormônio masculino), que se encontra na forma livre no organismo, é capaz de atuar junto ao folículo piloso e promover o crescimento dos pelos. Assim, o hirsutismo pode aparecer na presença aumentada dos hormônios androgênios (hormônios masculinos presentes também nas mulheres) devido ao aumento da sensibilidade dos receptores a estes hormônios ou pela alteração no seu transporte no organismo, fazendo com que aumente a fração livre do hormônio circulante. Portanto, mesmo com a taxa de hormônios masculinos dentro do limite da normalidade, pode haver crescimento dos pelos graças a uma sensibilidade maior do folículo piloso.
Uma situação curiosa é a da mulher durante a menopausa. Em geral ocorre o que chamamos de aumento relativo dos hormônios masculinos, ou seja, a taxa total está normal, mas se comparadas com as de hormônios femininos, que estão diminuídas nesse período, vê-se que os masculinos estão aumentados. Assim, podem aparecer alguns pelos, principalmente na face dessas mulheres.
Situação não comum é o aparecimento de pelos em regiões tipicamente femininas em crianças menores de oito anos. Nesses casos pode-se tratar de outras patologias que necessitam ser investigadas.
Os hormônios masculinos são produzidos pelos ovários, glândula suprarrenal e pela pele, esta última, por meio da conversão periférica citada anteriormente. Nas mulheres encontramos alguns tipos de hormônios masculinos, sendo o mais importante deles a testosterona. Além dele, podemos citar a androstenediona, a deidroepiandrosterona e seu sulfato. Deste total, dois terços da testosterona são produzidos direta ou indiretamente pelos ovários.
Nas mulheres não hirsutas, apenas 1% da testosterona encontra-se livre e, portanto, capaz de atuar. Já nas hirsutas, cerca de 2% do total de testosterona encontra-se livre, podendo atuar junto ao folículo piloso e desenvolver o aumento dos pelos. Também há aquelas mulheres que apresentam taxas hormonais dentro do limite da normalidade e mesmo assim apresentam o hirsutismo denominado idiopático (sem causa justificada).
Muito importante em casos de hirsutismo é avaliá-lo por meio de uma escala que nos permita quantificá-lo e saber seu grau de comprometimento. Essa escala é conhecida como Escala de Ferrimam e Gallwey e deve ser utilizada pelo médico ao avaliar sua paciente. Por meio dela podemos saber o grau de acometimento da paciente. Ainda sobre esse aspecto é de suma importância saber de que forma apareceram esses pelos, ou seja, se foi de uma maneira repentina ou não e se sua evolução está lenta ou rápida.
Um histórico clínico completo e um exame físico adequado são essenciais para o correto diagnóstico, além de alguns exames complementares. É comum a paciente apresentar, além do aparecimento de pelos, acne, seborreia, alopecia (perda de cabelos ou pelos), irregularidade menstrual e, em casos mais severos, aumento do clitóris, engrossamento de voz e aumento da massa muscular.
Chama a atenção e causa preocupação o aparecimento abrupto de pelos com crescimento rápido, pois sua origem pode vir de um tumor ovariano ou da glândula suprarrenal. Quando o crescimento for lento, possivelmente não tem origem tumoral. Daí a importância de esses fatos serem percebidos pela paciente e comunicados ao profissional durante a consulta médica. Entretanto, deve ser lembrado que, felizmente, as causas tumorais são raríssimas.
Para fazer o diagnóstico, além da história clínica e acurado exame físico, são necessárias algumas dosagens hormonais (perfil androgênico) e exames de imagens, como ultrassonografia, algumas vezes ressonância ou tomografia. Doenças como a hiperprolactinemia (aumento do hormônio da lactação) e doenças da tireoide também podem levar ao hirsutismo, devendo ser pesquisadas.
O tratamento do hirsutismo baseia-se na supressão dos androgênios circulantes em excesso ou no bloqueio de sua ação no pelo, com o objetivo de diminuir a quantidade do hormônio circulante ou sua ação no pelo. Os casos de ovários policísticos receberão o tratamento adequado.
A resposta ao tratamento é lenta, pois obedece ao ciclo de crescimento do pelo, que alterna fases de crescimento, involução e repouso, que duram em média seis meses. Portanto, só é possível perceber melhora do quadro em torno de seis a nove meses após o início do tratamento; além disso, os pelos estão em fases de crescimentos diferentes e a medicação não poderá atuar em todos ao mesmo tempo. Por isso, o tratamento deve ser mantido por 18 a 24 meses, pois é considerado tempo dependente.
Outro fato importante é saber que, com o tratamento, os pelos não deixarão de crescer e, sim, o farão de maneira mais lenta e ficarão mais delgados, portanto, menos perceptíveis. As mulheres com história familiar de pelos aumentados poderão ter de manter o tratamento por longos períodos, pois não se altera a genética.
pesquisado: http://guiadobebe.uol.com.br/hirsutismo-saiba-o-que-e-e-como-tratar-este-mal/
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Verdade ou Mentira ??? sobre obesidade
1) Todo o tipo de obesidade leva ao mesmo risco para a saúde.
Mentira. Além do grau da obesidade (quanto mais gordo o indivíduo maior o seu risco), a disposição da gordura no corpo também é fator de risco. Assim, quando a pessoa tem acúmulo de gordura no tórax e principalmente na barriga (obesidade central ou em "maçã") a possibilidade de ocorrer diabetes, pressão alta, colesterol elevado, problemas cardíacos é muito maior do que se tivesse excesso de gordura nos membros e nádegas ( obesidade periférica ou em "pêra"). A obesidade central também é chamada de andróide, porque ocorre mais no sexo masculino, e a periférica de ginecóide, por ser mais comum em mulheres.
2) As dietas que melhor funcionam são as que evitam certa mistura de alimentos ou as que utilizam apenas um tipo de alimento por dia.
Mentira. Todas as dietas funcionam quanto à perda de peso, desde que a pessoa esteja motivada. No entanto, estas dietas de moda não tem qualquer fundamento científico, carecem de fatores nutritivos apropriados, e não resistem ao tempo. A dieta ideal deve ser equilibrada, conter todos os nutrientes que o organismo necessita, e educar o paciente para mantê-la a longo prazo. Para tanto, é importante que a pessoa se familiarize com o valor calórico dos alimentos. Há mais de 20 anos utilizamos um sistema de pontos - uma forma simplificada e atraente de se lidar com calorias - que se mostrou muito útil no processo de reeducação alimentar. Cada ponto corresponde a aproximadamente 3,6 calorias, e dependendo do sexo, idade e atividade física, uma pessoa terá direito a consumir de 220 a 350 pontos por dia.
3) Exercícios físicos são importantes em um programa de emagrecimento.
Verdade. Os exercícios físicos auxiliam o emagrecimento por 2 motivos: aumentam o gasto calórico e tendem a relaxar a pessoa, diminuindo a ansiedade e a compulsão alimentar. Adicionalmente, se realizados adequadamente, tem efeito benéfico para o coração, pressão arterial, pulmões, etc. Embora existam atividades físicas mais completas do que outras (natação, por exemplo), o melhor exercício é mesmo aquele que a pessoa gosta de fazer, porque dará continuidade ao mesmo. Devemos alertar, no entanto, que é muito difícil perder peso apenas com exercícios: 1 hora de caminhada em ritmo moderado leva à perda de 300 calorias, valor encontrado em 1 hambúrguer ou em 3 maçãs ! Desta forma, os exercícios físicos são muito bem-vindos como auxiliares da dieta de emagrecimento.
Lembramos ainda que, ao exercitar-se regularmente, você aumentará a sua massa muscular à medida em que perde gordura. Desta forma não estranhe se seu IMC não se reduzir proporcionalmente à melhora de sua silhueta.
4) Grande parte dos casos de obesidade são devidos à distúrbios das glândulas endócrinas.
Mentira. As causas hormonais respondem por menos de 5% das obesidades. A tiróide é a glândula mais freqüentemente acusada de causar obesidade. De fato, pessoas que têm hipotiroidismo (redução do funcionamento da tiróide) apresentam metabolismo mais lento. Por outro lado, têm menos apetite. Desta forma, dificilmente um paciente com hipotiroidismo será um verdadeiro obeso. Em geral, a maior parte de seu excesso de peso corre por conta do acúmulo de líquidos que ocorre nesta doença. No entanto, por indução de maus profissionais, muitas pessoas tomam hormônios de tiróide sem necessidade, na premissa de que irão emagrecer. Assim, os hormônios tiroidianos somente devem ser administrados a pessoas nas quais a tiróide realmente funciona pouco.
5) Os moderadores de apetite tem o seu lugar no tratamento da obesidade.
Verdade. Embora a dupla dieta/exercícios seja a mola mestra na perda de tecido gorduroso, por vezes é importante a utilização racional de moderadores de apetite. Eles podem ser classificados em 2 grupos:
a) Inibidores da fome: são drogas que apresentam efeitos atenuados da anfetamina: tiram realmente a fome, mas seu efeito tende a diminuir em cerca de 1 a 2 meses de tratamento. Por outro lado, podem levar a sintomas como boca seca, nervosismo, insônia, batedeira no coração, redução do apetite sexual. Podem ainda levar à dependência. Devem, portanto, ser utilizados com critério, sendo contra-indicados em pessoas cardíacas, com pressão muito alta, ou com problemas psiquiátricos. O uso em crianças e idosos deve ser excepcional. Exemplo destas drogas são a dietilpropiona (anfepramona), o fenproporex e o mazindol. Bons candidatos ao uso destas drogas são pessoas que não eram obesas e engordaram circunstancialmente: mulheres após gestação, executivos que passam para uma função que os obriga a freqüentar almoços de negócio ou pessoas que, ao casar, suspenderam os esportes.
b) Promotores de saciedade: são medicamentos que aumentam o nível de uma substância presente no organismo, chamada serotonina. A serotonina tem a propriedade de avisar à pessoa que ela já comeu o suficiente, ou seja, que ela está saciada. No entanto, não se sabe se por causa ou efeito, algumas pessoas produzem menos serotonina em resposta à alimentação, e são mais dificilmente saciáveis. É o clássico exemplo da mulher que, mesmo após o jantar, "acaba" com uma caixa inteira de chocolate: é a comedora compulsiva. Estas drogas, cujo principal exemplo é a dexfenfluramina, que, ao contrário dos medicamentos citados acima, não levam ao nervosismo (pelo contrário, podem até dar sono acentuado), e reduzem a pressão arterial. Adicionalmente, podem ser utilizadas por períodos maiores, sem perder o efeito. No entanto, também levam à secura bucal, podem reduzir a libido, e, muito raramente, levar a um problema clínico sério, a hipertensão pulmonar.
A decisão do uso de drogas moderadoras do apetite (anorexígenos), bem como a escolha do remédio ideal para cada paciente, deve caber ao especialista.
pesquisado: http://www.saudetotal.com.br/artigos/endocrinologia/obesidade.asp
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Hipertrofia Muscular
“A vontade de ganhar massa muscular em busca do corpo perfeito a qualquer preço sem orientação médica e tampouco de profissionais da área é o mesmo que construir uma casa sem sustentação sólida que a qualquer momento pode desmoronar . A elaboração de um programa sério de hipertrofia muscular feito por um médico e profissionais da área associado a disciplina do atleta , alimentação , suplementação e medicamento ( quando necessário) e um bom treino sempre será o caminho mais correto para alcançar resultados onde o principal foco é a saúde ”.
pesquisa: http://espacodrjean.com.br/hipertrofiamuscular.html
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